sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

- Retrospectiva 2010

  Dentre tantos acontecimentos ocorridos nesse ano, destaco alguns momentos marcantes em minha vida.


   2010 foi o ano da descoberta, do morar fora, do ter que enfrentar a vida e se desgarrar da barra da saia da mãe. O ano da UNIVERSIDADE, de ser Caloura, das festas, bebedeiras, dos porres, ressacas. Das inúmeras amizades, das ideologias diferentes, das brigas e discussões constantes. 
   O Ano da História, da saudade das pessoas que moram longe, das lágrimas e sorrisos. Da vontade de se impor, de ser crítica e criticada. Dos ataques de loucura, dos vícios, de se classificar fluentes em palavrões, dentre outras tantas coisas.
  


   2010 foi o ano esperado, pena que ele passou rápido. 

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

- O verbo Servir.

Eu Sirvo
Tú Serves
ELA Serve
Nós Servimos
Vós Servis
ELAS Servem


Chega das ordens desses Burgueses Imundos. 

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

- Diálogo de Sardas*

    "A lua que eu vi morrer nesta manhã cravou um botão no céu sobre o asfalto, retirou do espaço seu ar em vácuo e germinou uma moeda viva. Fiquei a olhar aquela enorme lua, crua, nua como uma bruxa que foi feita fada. Fixei a paisagem com respeito e medo, pois da dramaticidade plástica do solo magno pendia uma marca tão evasiva que havia drástica. Entre a lua e você há um diálogo de sardas. Uma música feminina que não compreendo inteiramente, mas sei que o seu efeito eu gosto e quero, você que lá brilhava."

* Drês- Nando Reis

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

- Beber do Cálice amargo do desgosto

   Após sentar em frente à  mesa e contemplar o farto jantar sem poder ao menos tocar num mísero grão de arroz, senti a ausência de atenção. Logo após essa minha simples observação, percebi que em todos os lugares da mesa estavam bem arrumados com pratos, talheres e os demais objetos. Mas, no meu lugar havia apenas um cálice vazio e  uma garrafa de vinho branco.
   Estava só, imaginando as possibilidades daquele "acaso". A porta à minha costa se abriu e de lá saiu um velho senhor, que, com ásperas palavras ordenou para eu ouvir o que ele tinha que falar e não levantar enquanto as palavras não cessassem.
   Sem motivo algum, fui classificada "defeituosa" aos olhos dos egocêntricos e pseudo-perfeitos, como se respirar de maneira "diferente" fosse um mal para o mundo e incomodasse inúmeras pessoas. Percebi que a injustiça cometida comigo iria continuar por longas horas, e sem poder nada, teria que engolir um turbilhão de palavras. Sem mais nada a fazer, tendo que ouvir coisas indesejadas, pus-me a beber do amargo gosto do vinho, onde desviar o foco é bem vindo!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

- Natal se resume em:

Correria
Bagunça
Caixas
Pacotes
Presentes
Sacolas
Stress constante
Luzes
Sorrisos 
Movimentação
Festas
Bebedeiras
Discussões

E o verdadeiro significado fica escondido embaixo das árvores de Natal dentro das Catedrais.
Enquanto o consumismo desse mundo Capitalista traz admiração aos olhos humanos.

sábado, 11 de dezembro de 2010

- Vozes

"Meu poema
é um tumulto, um alarido:
basta apurar o ouvido"
                                                              Ferreira Gullar

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

- December

   Nunca gostei de Dezembro, nem da fútilidade do Natal e muito menos da agitação para a entrada do Ano Novo. Sou contrária, o avesso constante de inúmeras pessoas que dizem que Dezembro é o mês mais esperado do ano (sabendo que isso é dito para "todos" os meses ).
  A única coisa boa que o Fim de Ano traz são as Férias, que demoram chegar e são esperadas desde o primeiro dia de aula.

   Chega de Faculdade, um basta na "história" e que venham as Férias, carregadas de novas aventuras.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

- Verso sereno

"Arranca-te o amargo da alma, e esqueça os momentos sombrios, assim a vida poderá desvendar os segredos contidos no mistério do teu ser"

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

- Controvérsia

   Discutir perante múltiplas opiniões não é fácil pra mim, ainda mais quando você não dá o braço a torcer e insiste que só você está certa. Orgulho, essa é a palavra que me define.

sábado, 30 de outubro de 2010

- A bela dama sem piedade

 
                                                           
                                                            John Keats

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

- Entre o concreto e o incerto

   Amor, simples palavra complexa (uma contradição), seria esse um sentimente Real?
   Muitos dizem que ele se encontra dentro de nós, no nosso íntimo... que não é possível amar as demais pessoas se você não tem amor próprio. Eu discordo dessa suposta afirmação!
   O amor sendo ele concreto não exite! Eu realmente não acredito no amor das pessoas, acredito apenas no amor de Deus (mesmo ele sendo um ser "invisível"), talvez o amor fosse a fusão de todos os sentimentos bons e maus (essa é a minha concepção), na realidade eu não sei ...
   Não sei nem porque estou escrevendo sobre isso ... A palavra amor é vaga, mas ao mesmo tempo complexa, que vem acompanhada com outros sentimentos. Logo, chego a conclusão que o Amor é uma invenção...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

- Mensageira


   Escolha, essa é a palavra que não conatatava na boca da pessoa que incubiu as tais mesagens. Foi também a palavra que Ed não teve.
   Mensagens que eram escritas em códigos, charadas que precisavam ser decifradas, chegavam através de cartas de baralho. Cada qual, levando a pessoas com problemas diversos.
   Aos poucos, segredos acabaram sendo revelados, , por fim o CORINGA, que traz consigo o desfecho para a vida de Ed, as cartas que o tornavam uma pessoa melhor...

Fica aí a minha dúvida: 
- Será que eu conseguiria entregar as mensagens? (Creio eu que não).

   Mas, se Ed conseguiu- mesmo ele sendo chamado de "inútil"- possivelmente todos podemos ajudar alguém, não é mesmo? 
   Quem sabe assim, conseguir transformar a sua própria vida pacata.

Relexão pós leitura: Eu sou o mensageiro, Markus Zusak

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

- Torrencial

Chego em casa molhada
lá fora cai uma torrente d'água,
uma tempestade
-
Um banho bem quente
um chá de limão pra não perder a voz
um cobertor pra esquentar

Dirijo-me ao quarto;
há muitas folhas jogadas no chão,
tantas linhas escritas, tantos planos

Começo a escrever,
eu e meu quarto vazio
A energia acaba,
um breu, escuridão

Grandes gotas de chuva caem,
e o vento faz tremer minha janela
Um céu sem estrelas, riscado por raios

Sem mais nada pra fazer,
encosto em minha cama
Observo, penso, reflito, analiso

E fico assim, antes de cair
num profundo sono de doce sonhos
Rodeada de pensamentos,
entre memórias e fantasias.
- E assim, sem ao menos falar nada, posso ser o avesso  tudo que você imagina ...

sábado, 9 de outubro de 2010

- O demônio não usa Vermelho

Em ásperas palavras confusas
vai ela lançando seu veneno
contaminando mentes ingênuas
Sim, ela faz isso com gosto.

Seu maior prazer
É desmoronar sonhos,
fazer sobrar apenas ruínas

É o demônio encarnado em gente,
ou a própia concorrente do Mau?

Ela que não é Ele
É um ser robusto e feminino
Amante da luxúria e da decepção

O demônio que não usa vermelho,
que se espalha através das cores.
Assim faz seu disfarce

Está persente no meio de muitos,
se metendo na vida alheia
Propagando mentiras,
levando-nos ao buraco negro

Para vencê-la
apenas com a ignorância,
essa que a mata aos poucos

Mas, mesmo assim,
O poder maléfico está em seu sangue,
esse que se propaga através dos séculos.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

- Urbana, Legião. Love Song

Pois nasci nunca vi amor
E ouço dele sempre falar.
Pero sei que me quer matar
Mais rogarei a mia senhor
Que me mostr' aquel matador
Ou que m'ampare del melhor.

domingo, 19 de setembro de 2010

- Êxtase Total.

Ó, mundo tão desigual, Tudo é tão desigual. Ó, de um lado este carnaval, Do outro a fome total ...

terça-feira, 14 de setembro de 2010

- Frases Frias

Tento escrever palavras que confortem o meu coração amargurado,
mas não consigo escrever mais que  frases frias,
frases cheias de sofrimento, angústia e tensão.
Não é possível encontrar mais lágimas em meus olhos,
todas as que possuía, deixei escorer em minha face,
borrando minha maquiagem negra, demonstrando dor.
Dor que entrelaça nas minhas entranhas,
me faz entrar em transe,
como se estivesse ingerindo um alucinógeno.
E mesmo assim, estando triste, 
tento esqueçer o que me trás sofrimento.
Afogo-me  nas emoções de outrora, 
onde a esperança é a última chama acesa.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

- Embalos de um rítmo novo

   Dançar, eis ai uma das coisas que eu realmente gosto de fazer. Na verade gostaria mesmo é de aprender a dançar, bailar radiosamente, emocionando pessoas, fazê-las chorar.
   Queria eu sentir-me feliz com meus passos, expressando os sentimentos através dos meus movimentos, demonstrar tudo aquilo que não mostro, apenas escondo.
   De uma simples valsa de formatura a um belo e sedutor passo de tango (O Tango de Roxete) poder demonstrar a grandeza dos rítmos que em envolvem e me transporta aos sonhos que um dia vão morrer para se tornarem realidade, ou não.
   Meu sonho é baseado nos embalos, no desejo de se tornar uma bailarina de caixinha de música, toda delicada; ou numa dançarina de flamenco, com suas castanholas, com a expressão forte e dominadora. 
   Gostaria mesmo é de conhecer a fundo as origens da dança (mesmo sendo impossível) saber um pouco de cada passo, cada cultura... saber dançar um pouco de tudo, causar espanto, fazer com que mais pessoas sonhem esse meu sonho, embalado num rítmo novo; transformador, acolhedor, capaz de trazer esperiências inexplicáveis.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

- Faces Recortadas de um Eu solitário

   Hoje descobri em meio a longas horas de convesa comigo mesma que sou mais e uma. Sou uma personagem de uma peça teatral com múltiplas faces, várias histórias e possivelmente tenho vidas dentro da minha vida, essas, que aos poucos pertubam, mas confortam meu ser.
 Tive certeza dessa minha suposta teoria, quando comecei a falar com pessoas de “N” gostos diferentes e outros parecidos com os meus. Assim como uma parasita, vou me aperfeiçoando a esses gostos e maneiras de pensar, tornando um pouco mais amigável, um tanto compreensiva, mesmo não aceitando todas as idéias discutidas.
 Alimento-me das idéias dos outros, como ladra de sonhos e desejos? Espero eu que não...
  Tenho faces recortadas, que estão costuradas em meu interior, mas da onde elas vieram? Elas podem ser fragmentos de vidas anteriores, pedaços de um eu que se perderam, a junção do que eu realmente sou...  Mas, qual delas sou eu? Sou o conjunto de todas elas? São perguntas das quais não terei resposta...
   Acho que estou presa nos meus personagens, minha vida é uma peça teatral incompleta, inacabada. Deve ser por esse motivo que me apego tanto as Artes Cênicas. Acabo concluindo que sou todos esses seres, meus outros eu não vivem sem mim, e nem eu sem eles. Somos muitos entro de um mesmo corpo, que reage diferentemente a cada experiência vivida.
   Assim, um eu solitário, rodeados de outras de mim, vai se aperfeiçoando, às vezes mentindo e enganando, disfarçando todas as faces escondidas. Fazendo o mistério pouco questionado, deixando apenas escapar: - Sou uma incógnita indecifrável.

sábado, 4 de setembro de 2010

- Compulsividade Cinéfila

   Dentre todos os meus vícios (que são muitos) tenho um em especial, a louca vontade se assistir filmes compulsivamente. Descartos os filmes de terror, esses que me dão um medo daqueles e procovam em mim várias crises de insônia. Prefiro os de suspense e os dramas, que são mais apaixonantes que as comédias e os romances (que se tornam melosos de mais).
   Pra dizer a verdade amo os filmes antigos, os épicos; principalmente aqueles que você assiste e não se cansa, chega a ver duas, três vezes na semana, analisando detalhes: figurinos, falas, atuação. Com esses filmes posso refletir, posso encontrar coisas que passam despercebidas ao primeiro olhar.
   Filmes são como livros, alimentam o meu ser. Me tranposrtam pro momento narrado, mas não podendo interferir no roteiro.
   Paro, penso, analiso; a vida bem que poderia ser retrocedida, pausada ... mas não é. Até que seria bem interessante comandar a vida com um controle remoto nas mãos. Poderia com isso desvendar os segredos mais profundo e submersos das pessoas.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

- Aborto de poesias ácidas

   Eu não escrevo as mais doces e belas palavras que muitos gostam de ler. Não exponho os sentimentos, principalmente o amor, (esse que acho que não possuo). Afinal, dentro de mim não há um coração para bombear o sangue, mas sim um relógio que faz a vida escoar pelas areias do tempo sem se peocupar com gostos, atos e gestos de outrém.
   Preocupo-me em descrever nos mínimos detalhes as minhas armaguras, os momentos de solidão constantes, que se tornam meus maiores prazeres.
   Escrevo aquelas palavras obsuras, as poesias ácidas censuradas pelos homens e mulheres que buscam se expressar na beleza e esquecem o momento permanente das trevas em que vivem. Posso dizer que admiro a tragédia e a vingança, essas, que são vistas como total repugnação. Me impressiono fácil em deparar com pessoas que pensam assim como eu (mesmo sendo poucas) e me conforta em saber que não sou a única que defende esse modo triste e frio de enxergar a vida.
   E as divagações que faço se perdem na imansidão das palavras insanas. Enquanto pra outros se acumulam sonhos, planos e desejos (que podem nunca ser realizados). Fica permanentemente assim, palavras rabiscadas com intuito apenas de expressar a monotonia constante de um ser vegetativo, assim como eu. Um aborto de poesias presas nas gavetas podres e quase despedaçadas com desenhos de nanquim.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

- Orgulhosa senhorita solitária

  No vácuo dos meus olhos,
Não oculto menhum segredo.
Me restaram apenas figuras do passado, 
Essas que ainda me assombram. 
Nessa solidão sobrevivo,
Alimentando-me do meu único remédio.
O orgulho que penetra minhas entranhas.
Assim, sempre só.
Rodeada de devaneios.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

- Comemoração.

  E constrariando a todos os aniversários já vividos, esse sim, posso dizer que jamais será esquecido.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

- Envelheço na Cidade

    Uma pequena comemoração, alguns amigos em casa. Risos, e várias conversas jogadas ao vento. Bolo, refrigeantes, pessoas agradáveis, tudo de bom para começar mais um ano de vida...

Mais um ano que se passa
Mais um ano sem você
Já não tenho a mesma idade
Envelheço na cidade
Essa vida é jogo rápido
Para mim ou pra você
Mais um ano que se passa
Eu não sei o que fazer
Juventude se abraça
Se une pra esquecer
Um feliz aniversário
Para mim ou pra você

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

- Play my music when the sun sets

   Como quero correr descalço e sentir a natureza ao meu redor, o vento batendo levemente em meu rosto. Poderia eu adentrar na floresta vazia, tendo como única companhia meu velho violão que ainda tira algumas notas. Assim me livraria desse mundo onde as pessoas só pensam em machucar, magoar, matar ... Fugiria com a roupa do corpo, de preferência com o vestido que bordei, com fitas azuis de um céu não salpicado de nuvens, com babados e rendas; o mais lindo que pude produzir em toda minha vida.
   E assim, correr livremente, tendo como escolher por qual caminho trilhar. Poderia asssim finalmente tocar minha música, sentada em baixo de uma árvore gigante bem no centro da mata, cantar com toda minha alma enquanto o sol se põe.

- Eu , uma observadora fora de mim.

Duração de poucos segundos
A alma fora do corpo
Eu ao longe, observando minha imagem
Em sã consciência me vejo refletindo
Seria possível estar fora de mim?
Crio análises, constituo conceitos
Não chego a lugar nenhum
Num suspiro profundo, abro os olhos
Surge uma estranha sensação
Foi sonho, ou real?

domingo, 15 de agosto de 2010

- Morrer - Dormir - Nada mais.

   Quem me dera, ao final de minha amarga vida poder contemplar todo o meu passado, analisando uma obra de arte, não tão bela como o de costume.
   Poderia eu, lembrar-me da infãncia, e das crianças que conviveram comigo (muitas das quais eu nem me lembro mais). Relembrar as brincadeiras que alegravam meus dias, que me deram várias quedas e causaram inúmeros hematomas em minha pele.
    Ah, como eu queria sentir a leve brisa da primavera novamente, na verdade gostaria por breves instantes voltar no tempo e aproveitar mais minha juventude, poder saborear das delícias da minha época. Poder reviver alguns dos meus romances (que não foram muitos), gostaria de ser o aveso do que fui ... seria bom se pudesse reescrever minha história, para quem sabe construir um novo final, mas sei que isso é mais que impossível.
   É justamente nessas horas (no fim da vida) que sinto falta de companhia, sempre preferi viver solitariamente, sem um grande amor, apenas com a presença de alguns amigos, que foram tomando seus próprios rumos, e aos poucos fomos perdendo contato. Sinto falta da família que um dia eu pude dizer que tive (e agora não mais), que por minha ousadia e meu orgulho acabaram me distanteando dessas pessoas que realmente me amavam.
   Percebo o quão egoísta fui para com os outros e até mesmo comigo mesmo... Afastei pessoas, acumulei rancores... Não chorei em muita das minhas perdas ao longo da vida. Posso dizer que a única vez que chorei compulsivamente foi quando descobri, meio que indiretamente que minha mãe havia falecido, não pude ao menos me despedir, e pedi perdão pelos meus atos que a matavam pouco a pouco. Ela se foi jovem, partiu sem adentrar em sua velhice. Como eu sofro por tudo isso. Queria tanto mudar essa parte dolorosa da minha vida (Principalmente essa parte).
   Eu, que sempre quis ter tudo, deixei passar o mais importante, perdi o valor da existência, a essência do ser humano. Agora estou eu, doente, sozinha, no fim da vida. Gostaria ter como último desejo, sentir o aconchego da pele de minha mãe, que abraçava-me e me dava um beijo de boa noite. E assim, dormir feliz, mas sem sonhar.